Nova substância promete recuperar movimentos em pacientes com lesão medular
A polilaminina, uma reconstrução da laminina, vem se destacando como uma esperança para pacientes com lesão medular. Desenvolvida pela UFRJ e coordenada pela bioquímica Tatiana Sampaio, a pesquisa já apresentou melhorias em pelo menos três pacientes. No entanto, a aprovação do medicamento ainda depende de uma avaliação rigorosa.
Avaliação rigorosa
Para que a polilaminina seja aprovada, é necessário passar por diversas fases de estudos clínicos, garantindo a segurança e eficácia do tratamento. A fase 1, que está em andamento, envolve pacientes com lesão medular aguda para avaliar a segurança e possíveis reações adversas. As fases 2 e 3 visam confirmar a eficácia do medicamento em um número maior de participantes.
Além disso, é preciso apresentar um relatório completo à Anvisa, assim como passar por uma Avaliação de Tecnologias em Saúde pelo Ministério da Saúde para que o medicamento seja incorporado ao SUS.
Corte de verbas
Apesar de manter a patente brasileira, a polilaminina perdeu o registro internacional devido a um corte de verbas na UFRJ. Sem os pagamentos, o pedido de reserva de patente pode ser arquivado, permitindo que outras entidades explorem a pesquisa livremente.
A importância da patente vai além dos pesquisadores, podendo gerar investimentos privados e transferência de tecnologias, contribuindo para o desenvolvimento científico do país.
