O franchising brasileiro segue em expansão, mas o mercado mudou. Com custos operacionais mais altos, crédito mais restrito e empreendedores mais informados, cresce a pressão para que as franquias se adaptem a uma nova realidade: reduzir taxas fixas, simplificar estruturas e oferecer mais liberdade ao franqueado.
O perfil do franqueado também evoluiu. Hoje, ele busca modelos mais leves, com maior controle local, menos amarras financeiras e mais clareza sobre onde o dinheiro está sendo investido.
O modelo tradicional está sob pressão
Durante anos, muitas redes operaram com estruturas pesadas, somando taxa de franquia, royalties, fundo de marketing e outras cobranças recorrentes. Em mercados altamente competitivos, esse modelo tem se mostrado cada vez menos sustentável, especialmente para franqueados de cidades médias e pequenas.
Esse cenário vem gerando um movimento claro no setor: a busca por franquias mais flexíveis, que priorizam resultado do franqueado em vez de maximizar arrecadação da franqueadora.
Menos taxas e mais autonomia: uma mudança necessária
A redução de taxas não significa perda de padrão ou suporte. Pelo contrário. Significa repensar a lógica do franchising, focando em eficiência, tecnologia e liberdade operacional.
Segundo especialistas do setor, modelos que oferecem maior autonomia tendem a gerar franqueados mais engajados, com melhor desempenho financeiro e maior capacidade de expansão local.
É nesse ponto que a visão de quem vive o mercado na prática ganha relevância.
“O franqueado de hoje não quer mais um modelo pesado, cheio de taxas e pouca autonomia. Ele quer liberdade para decidir, adaptar o negócio à realidade da cidade e crescer de forma sustentável. As franquias que não entenderem isso vão perder espaço.” — David Michael Gonçalves, CEO do Come Come Delivery
A liberdade como diferencial competitivo
Cada cidade possui características próprias: poder de compra, hábitos de consumo e concorrência local. Quando o franqueado tem liberdade para definir estratégias comerciais e precificação, ele consegue se adaptar melhor ao mercado e gerar resultados mais consistentes.
Essa flexibilidade vem se tornando um dos principais critérios de escolha para novos candidatos a franqueado, especialmente aqueles que desejam empreender sem depender de sócios ou estruturas complexas.
Dentro desse novo cenário, o modelo do Come Come Delivery se conecta diretamente com essa transformação do franchising.
A rede opera com uma proposta mais leve, em que:
não há cobrança de taxa de franquia;
não há taxa de marketing/fundo de propaganda;
o franqueado possui liberdade para definir quanto irá cobrar dos lojistas em sua cidade.
Em vez de concentrar a receita na franqueadora, o modelo prioriza a autonomia do franqueado e a adaptação à realidade local, permitindo inclusive estratégias de expansão para múltiplas cidades.
O franchising não está em crise — está evoluindo. Redes que insistirem em modelos engessados, com altas taxas e pouca flexibilidade, tendem a perder espaço para formatos mais modernos, tecnológicos e orientados ao sucesso do franqueado.
A franquia do futuro será aquela que entende que menos taxas e mais liberdade não são concessões, mas sim estratégias de crescimento sustentável.
DAVID GONCALVES
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