O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) informou que está iniciando uma sindicância para investigar denúncias de erros em laudos médicos emitidos pelo Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, situado em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Médicos que trabalham no Hospital Metropolitano fizeram denúncias de que os exames realizados na instituição estariam gerando diagnósticos incorretos. Desde outubro do ano passado, uma empresa de São Paulo assumiu a responsabilidade pela análise e emissão dos laudos de exames de imagem.
O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro, afirmou que o órgão realizou uma fiscalização na unidade com o objetivo de identificar possíveis falhas que possam levar a decisões médicas equivocadas.
O Conselho Regional de Medicina realizou uma fiscalização no Hospital Metropolitano e, diante das denúncias sobre laudos médicos com erro na unidade, por meio de sua Corregedoria, abrirá uma sindicância para apurar responsabilidades. A discussão estará concentrada na possibilidade de erro médico em laudos pré-diagnósticos e nas tomadas de decisão que, uma vez equivocadas, podem impactar negativamente a assistência aos pacientes, explicou.
Segundo as denúncias, a mudança da empresa responsável pelos laudos partiu da própria direção do Hospital Metropolitano, o que também teria impedido os profissionais locais de terem controle sobre os resultados emitidos.
Se as investigações indicarem infrações éticas, um processo será instaurado, podendo resultar em penalidades, conforme o CRM-PB.
Em caso de indício de infração ética, será instaurado processo ético-profissional, assegurado o direito de defesa. Em caso de condenação, a penalidade aplicada dependerá da gravidade do caso e do que for apurado, completou Bruno Leandro.
Além dos laudos incorretos, os médicos também apontaram a falta de recursos no setor de imagem e a escassez de profissionais nas áreas de enfermagem e fisioterapia.
O hospital, gerido pela Fundação PBSaúde, do Governo da Paraíba, afirmou que o modelo adotado visa garantir maior agilidade na liberação dos resultados. A direção ressaltou que divergências de interpretação podem ocorrer na prática médica e que o laudo não é o único fator determinante na definição do tratamento.
Respondendo à denúncia de falta de insumos, a unidade afirmou que não há falta constante de suprimentos que comprometa o atendimento. Sobre o quadro de funcionários, a direção garantiu que todos os processos de contratação e seleção estão em conformidade com a legislação vigente.
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