Falece Oscar Schmidt, ícone do basquete nacional

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Oscar Schmidt, uma das maiores referências do basquete masculino no Brasil, faleceu na última sexta-feira (17), aos 68 anos. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa à R7. Não foram reveladas as causas da morte. Mais cedo, ele havia sido assistido no Hospital e Maternidade Santa Ana, localizado em Santana de Parnaíba, na Região Metropolitana de São Paulo, após sentir-se mal.

Com grande tristeza, informamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos ícones mais notáveis da história do basquete global e uma personalidade que representava valores humanos e esportivos significativos.

Durante mais de 15 anos, Oscar lidou com coragem e dignidade com a sua luta contra um tumor cerebral, tornando-se um exemplo de resiliência, amor à vida e generosidade.

Seu brilhante percurso nas quadras e sua forte presença fora delas garantiram a Oscar um legado que vai além do esporte, servindo de inspiração para diversas gerações de atletas e fãs tanto no Brasil quanto internacionalmente.

A cerimônia de despedida será realizada em caráter privado, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo e reservado.

Os parentes expressam sua gratidão pelas demonstrações de carinho, respeito e solidariedade recebidas e pedem compreensão sobre a necessidade de privacidade neste período de luto.

O legado deixado por Oscar continuará vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração daqueles que foram impactados por sua trajetória extraordinária.

Carreira

Considerado um dos maiores jogadores de basquete da história brasileira e mundial, Schmidt estava afastado das quadras há mais de duas décadas.

Ele construiu uma carreira impressionante ao longo de 29 anos, iniciando sua trajetória no time juvenil do Palmeiras aos 14 anos.

Um dos momentos mais marcantes da sua carreira foi a vitória sobre os Estados Unidos em Indianápolis em 1987. Este jogo consagrou a seleção brasileira como campeã pan-americana e destacou Oscar como a estrela daquela partida.

Famoso pelo apelido “Mão Santa”, devido à sua habilidade nos arremessos e capacidade de pontuação, ele se tornou o maior cestinha da história do basquete.

Oscar foi introduzido no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquetebol) e participou de cinco edições das Olimpíadas (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996), estabelecendo recorde em participações ao lado do porto-riquenho Teófilo Cruz e do australiano Andrew Gaze.

Ele detém o recorde histórico de pontos acumulados no basquete com um total de 49.737 pontos: 42.042 marcados em clubes e 7.695 pela seleção brasileira, equipe pela qual sempre teve grande orgulho em jogar.

Aos 55 anos, Oscar recebeu o diagnóstico de um tumor cerebral e passou por duas cirurgias complexas na cabeça — a primeira delas durou oito horas — além de tratamentos com radioterapia e quimioterapia. Após 11 anos lutando contra a doença, ele anunciou que havia se curado. Em 2022, afirmou que não desistiu do tratamento; ao contrário, recebeu alta médica após ser considerado curado pelo médico responsável.

Após encerrar sua carreira como jogador profissional, dedicou-se ao empreendedorismo e palestras. Filho de militar, Oscar frequentemente mencionava que os três pilares fundamentais em sua vida eram a família, a religião e o país.

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