A recente guerra no Irã resultou na eliminação de mais de dois milhões de empregos, intensificando a crise econômica do país.
Nesta semana, Gholamhossein Mohammadi, vice-ministro do Trabalho iraniano, apresentou os dados sobre o desemprego. Segundo suas declarações, as projeções iniciais revelam a extinção de mais de um milhão de postos de trabalho e um total de dois milhões de pessoas afetadas, tanto direta quanto indiretamente.
O conflito tem provocado danos significativos à infraestrutura essencial do Irã. As instalações dos setores de petróleo e gás, assim como as fábricas dedicadas à petroquímica, ao aço e ao alumínio, foram as mais impactadas por essa situação.
Em resposta aos desafios enfrentados, o governo deu início a programas voltados para a formação e recrutamento de trabalhadores com o intuito de promover a reconstrução nacional. Mohammadi comentou que “nossa estratégia evoluiu da quantidade para a qualidade, priorizando o treinamento focado em reconstrução, energias renováveis e na economia digital”.
Antes da guerra, a economia iraniana já enfrentava dificuldades devido a sanções internacionais e restrições na internet. As interrupções na conectividade durante os protestos em janeiro e o apagão que se iniciou com o conflito afetaram gravemente o setor digital.
As demissões em larga escala representam uma ameaça para cerca de metade da força laboral do país. Hadi Kahalzadeh, ex-economista da Organização de Seguridade Social do Irã, estima que entre 10 e 12 milhões de empregos estão sob risco.
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