Um relatório elaborado pela KPMG LLP revela que o tráfico de cigarros ilegais atingiu patamares alarmantes na América Latina e no Canadá. De acordo com a pesquisa, estima-se que até 2025, 31,9% dos cigarros consumidos nessa área sejam provenientes do mercado ilegal, totalizando cerca de 77 bilhões de unidades.
Encomendado pela Philip Morris International, o estudo também aponta que os governos da região deixaram de arrecadar cerca de US$ 8,5 bilhões em impostos durante esse período, em virtude da atividade clandestina.
Os dados indicam que o comércio ilegal se consolidou na região, apresentando índices superiores ao dobro da média global, que é de aproximadamente 15%. Especialmente preocupantes são os casos do Panamá e do Equador, onde mais de 80% do consumo é representado por produtos ilícitos.
O Brasil destaca-se como o maior mercado do continente, com 41,8 bilhões de cigarros ilegais, correspondendo a cerca de 54% do total analisado. O estudo ressalta que a maioria desses produtos entra no país através do Paraguai e também menciona a presença de fábricas clandestinas operando no território brasileiro.
Entre as principais razões para o crescimento desse mercado ilegal estão o aumento das taxas e a implementação de regulamentos mais severos. O relatório sugere que essas medidas impulsionam os consumidores a buscarem opções mais baratas e fora da legalidade.
Além das implicações financeiras, a pesquisa enfatiza os riscos associados à saúde pública e à segurança, uma vez que esses produtos não seguem normas sanitárias e estão frequentemente ligados a outras atividades criminosas.
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O post Comércio ilícito de cigarros gera prejuízo bilionário e cresce na América Latina e Canadá, revela estudo apareceu primeiro em Portal Correio – Notícias da Paraíba e do Brasil.
