Macron comemora a paz entre Irã e EUA, destacando sua importância e sugerindo a participação do Líbano nas negociações.

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Emmanuel Macron, presidente da França (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Na quarta-feira (8), Emmanuel Macron, líder da França, elogiou a declaração de trégua entre os Estados Unidos e o Irã, considerando-a “muito positiva”. Este anúncio ocorreu enquanto se aproximava o prazo estabelecido por Washington para ações contra o país persa.

“Desejamos que essa trégua seja respeitada em toda a região e que abra caminho para negociações que solucionem de forma definitiva as questões nucleares, balísticas e regionais ligadas ao Irã”, complementou o presidente francês.

Israel, que se envolveu no conflito há mais de um mês ao lado dos EUA, manifestou seu apoio à suspensão dos ataques por um período de duas semanas. Contudo, destacou que esse cessar-fogo “não abrange o Líbano”.

Contrariando essa posição, o Paquistão, atuando como mediador, afirmou que o Líbano estava incluído no acordo de trégua.

Macron reiterou: “Nosso objetivo é garantir que a trégua inclua completamente o Líbano.”

António Guterres, secretário-geral da ONU, já havia comemorado a decisão do cessar-fogo de duas semanas anunciado na terça-feira (7). Seu porta-voz, Stéphane Dujarric, divulgou um comunicado em que pediu que todas as partes envolvidas trabalhem para um acordo de paz duradouro no Oriente Médio.

O chefe da ONU apelou para que todos os envolvidos no conflito atual respeitem suas obrigações internacionais e honrem os termos da trégua, visando assim uma paz abrangente e duradoura na região.

Na mesma linha, países como Austrália e Indonésia também comemoraram a trégua. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, elogiou a iniciativa ao mesmo tempo em que criticou a retórica do presidente Donald Trump.

Trump concordou com a trégua de duas semanas pouco antes do prazo final dado a Teerã para reabrir o estreito de Hormuz ou enfrentar consequências severas à sua infraestrutura civil. Esse anúncio nas redes sociais representou uma mudança abrupta em relação às declarações alarmantes feitas horas antes pelo presidente americano.

Albanese expressou preocupação com a linguagem utilizada por Trump: “Não considero apropriado esse tipo de discurso vindo do presidente dos Estados Unidos; isso certamente gera apreensão”, comentou ele durante uma entrevista à Sky News.

Apesar de ter apoiado os ataques americanos ao Irã nos primeiros momentos da guerra, Albanese manifestou desconforto com a evolução do conflito nas últimas semanas. Na semana passada, ele pediu maior clareza sobre os objetivos declarados por Trump e solicitou uma redução das hostilidades entre todas as partes envolvidas.

Trump fez críticas à Austrália esta semana pela falta de apoio efetivo: “A Austrália não nos ajudou”, mencionou ele em uma entrevista, citando ainda Japão e Coreia do Sul.

Nesta quarta-feira (8), a Indonésia fez um apelo para que todas as partes respeitem a soberania e integridade territorial dos países envolvidos. O comunicado foi emitido pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores indonésio, Yvonne Mewengkang.

O Iraque também se manifestou sobre o cessar-fogo. Em um comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores iraquiano, foi expressada satisfação com a decisão mas ressaltada a necessidade de um “diálogo sério e sustentável” entre os EUA e o Irã.

O Japão enfatizou a urgência de adotar “medidas concretas” para diminuir as tensões na região, incluindo garantir a passagem segura das embarcações pelo estreito de Hormuz. É importante destacar que este estreito é crucial para o Japão, sendo responsável por cerca de 70% das importações de petróleo do país antes do início da guerra.

“Esperamos alcançar um acordo definitivo através da diplomacia prontamente”, declarou Minoru Kihara, porta-voz do governo japonês.

A China também se manifestou positivamente sobre o cessar-fogo. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, garantiu que o país continuará seus esforços pela restauração da paz no Oriente Médio.

A Coreia do Sul expressou entusiasmo pela trégua e espera que ela permita a passagem segura dos navios pelo estreito de Hormuz. O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano lançou um comunicado desejando sucesso nas negociações entre as partes envolvidas e reiterando seu desejo pela rápida restauração da paz na região.

Por sua vez, a Nova Zelândia celebrou o cessar-fogo mas advertiu que ainda há “muito trabalho” pela frente para assegurar uma paz duradoura. Um porta-voz do ministro das Relações Exteriores neozelandês, Winston Peters, comentou: “Embora seja uma notícia encorajadora, é essencial continuar trabalhando nos próximos dias para garantir um cessar-fogo efetivo”.

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